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A mostrar mensagens de dezembro, 2016

Annus Horribilis

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Na internet, tem ficado clara uma ideia sobre 2016 - foi um ano para esquecer.  Chovem memes  na internet a relembrar quão desastroso foi o ano de 2016, e este lamento é direcionado às mais diversas áreas. Mas talvez não fosse má ideia lembrar 2016. Pelo contrário, mantê-lo na memória pode provar ser-nos muito útil. Dois grandes eventos vêm-nos imediatamente à memória: em junho, o Brexit , e, em novembro,  a eleição de Trump. Para quem, como eu, é crítico desta União Europeia em específico, mas é também cético em relação à noção de um super-estado europeu em geral, saberá que há espaço para fazer uma distinção entre o Brexit e a eleição de Trump. De facto, mesmo conhecendo as prováveis consequências económicas negativas do Brexit, sempre achei que havia um forte argumento político a favor da saída do Reino Unido da União Europeia: nomeadamente, a questão da soberania política, que, naturalmente, é vital para uma nação que tem uma das mais consolidadas democ...

Uma escolha irRexponsável

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Esperei e esperei que Trump concluísse o seu gabinete ministerial de forma positiva com a possível escolha de duas Democratas para Secretárias da Agricultura (a Senadora Heidi Hetkamp do Dakota do Norte que levaria os Democratas a perder mais um lugar no Senado) e dos Veteranos ( a Congressista do Hawaii Tulsi Gabbard, antiga apoiante de Bernie Sanders). Vou avançar para este artigo sem essas escolhas confirmadas e, portanto, numa nota mais negativa. Tinha dito anteriormente que só perceberíamos a Administração Trump depois de este ter escolhido os Secretários de Estado, do Tesouro, do Comércio e da Defesa. Estando já isto tudo definido, vamos avaliar uma a uma as escolhas do Presidente-eleito. No Comércio, o bilionário Wilbur Ross, formado em Yale e Harvard e especializado em comprar empresas altamente endividadas e reestruturá-las com mestria, se bem que com alguma brutalidade. Empresário do carvão e do aço, personifica a vontade de Trump de voltar ao modelo de produção dos anos...

Volta ao Mundo dos Populistas

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Farto de esperar que Trump escolha o seu Secretário de Estado para acabar de analisar a sua equipa, vou fazer uma revisão dos grandes assuntos políticos da última semana. Numa autêntica volta ao Mundo, vou tentar de forma rápida explicar as consequências dos grandes temas dos últimos dias. Começamos pelo nosso "amigo" Donald Trump, que decidiu abrir um canal diplomático fechado há 37 anos. Ao contactar com a Presidente da República da China (Taiwan), o Presidente-eleito dos EUA parece querer provocar a República Popular da China, país que ameaçou durante toda a sua campanha com uma "guerra comercial" e que acusou de ser um país desonesto na prática de preços e a definir o valor da moeda. É claro para todos que a competição desleal da China no mercado internacional desde que aderiu à Organização Mundial do Comércio tem causado enormes e rápidas mudanças no tecido social ocidental. No entanto, a solução é obviamente continuar a promover a globalização, para que a...