Uma Crescente Simpatia pela Secretária
À medida que o tempo passa, fraqueza minha ou mérito de Hillary Clinton, vou sentindo uma crescente simpatia pela Secretária. Sim, os mais práticos e experientes dirão que é apenas uma reação desesperada à perspetiva de ter Trump na liderança do mais importante executivo do mundo. Talvez seja verdade. Mais verdade ainda é que isso pouco interessa. Se é fruto de um estímulo fatalista, ou genuína solidariedade minha, a verdade é que Clinton - o robot desumano sem carisma, o bicho Washingtoniano corrupto, a fraca figura incoerente e sem palavra - tem conseguido, passo a passo, pé ante pé, penetrar num terreno vagamente emocional, altamente volátil e indefinido, mas que pode ganhar muitos votos, se com os eleitores americanos se verificar este estranho fenómeno que ainda toma as suas proporções iniciais em mim. Não é admiração, pois a razão, mesmo que perturbada por um laivo de emotividade política, não permitiria tal coisa. Não é entusiasmo político, porque todos sabem mais ou...