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A mostrar mensagens de setembro, 2017

Alabama e o Futuro do Trumpismo

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Terça-Feira, no berço da corja política da América defrontaram-se dois candidatos à nomeação Republicana na segunda volta da primária que define que será o substituto de Jeff Sessions no Senado, depois de este se ter tornado Procurador-Geral da Administração Trump. Os candidatos eram o extremamente conservador ex-Procurador-Geral do Alabama Luther Strange (que foi nomeado para ocupar o lugar pelo Governador Richard Bentley, que entretanto se demitiu devido a um "sex scandal") e o mesmo mesmo muito conservador (já bem no território do lunático) ex-Juiz do Supremo Tribunal do Alabama Roy Moore. O Alabama é historicamente um sítio muito interessante de analisar pelo seu racismo intrínseco e anacrónico pensamento político. O estereótipo do "Deep South" foi sempre o palco das maiores batalhas culturais dos E.U.A., a principal força reacionária do país do progresso. Em 1860 o Estado dependia profundamente do algodão e tardava a industrializar-se, sendo metade da sua ...

Alemanha 2017: Todos os Caminhos Vão Dar à Jamaica

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Como de costume, se queria ter uma ideia do que se ia passar na Alemanha e precisava de alguém que se atravessasse com previsões de resultados em bom português, só podia vir ler o No Fim Ganham os Porcos. Apesar de ter subestimado ligeiramente AfD e Verdes e sobrestimado Merkel no  artigo de ontem , a verdade é que conseguimos prever com sucesso as classificações dos principais partidos e isso tem de ser motivo de orgulho, especialmente quando nos comparamos com a grande imprensa nacional, que diz "à boca cheia" que Merkel falhou uma maioria absoluta como se essa fosse uma possibilidade real num país que só teve um governo maioritário (e que mesmo assim era uma coligação pré-eleitoral de três partidos) uma vez desde 1949. Bem, chega de criticar a nossa medíocre imprensa (principalmente a televisiva) e passemos para a análise das soluções de Governo, que lhe dissemos que seria o mais relevante e interessante de fazer.  Começamos pela "Grande Coligação", q...

Alemanha 2017: O Dia do Juízo Final

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Dizer que a nossa cobertura das eleições alemãs tem sido modesta é um exagero. Numa campanha aborrecida (o título deste artigo é uma tentativa desesperada de fazer o plebiscito de hoje parecer interessante) em que os dois principais candidatos passaram mais tempo a concordar do que a atacar-se, nenhum dos nossos colaboradores mostrou a menor vontade de acompanhar o fenómeno eleitoral alemão com artigos, até porque estando ganho à partida, não era um tópico particularmente atraente. Como o leitor calcula, eu prefiro a dramática e ultra-mediática política americana a este festival de aborrecimento que ocupou os últimos meses do mais importante país da Europa, mas como não pode deixar de ser, há que deixar aqui uma previsão e uma breve análise à campanha, às propostas e ao que se passará a partir de amanhã. Sim, porque a partir de amanhã o interesse na política alemã deverá triplicar (tal como o número de artigos), com a especulação sobre soluções governativas a tomar conta das notícia...

Graham-Cassidy: Será desta?

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Quando o Senador Bill Cassidy (R-Louisiana) e o Senador Lindsey Graham (R-Carolina do Sul) apresentaram a sua proposta de substituição do "Obamacare" há uns meses, propondo-se a eliminar uma série de controversos impostos e obrigações e passarem o controlo da Saúde pública (ou público-privada no caso americano) para as mãos dos Estados, foram em grande medida ignorados. O duo republicano não é conhecido por se dar particularmente bem com a liderança, nem por grandes conquistas legislativas. Cassidy é um médico tornado político (o que lhe dá alguma credibilidade nesta matéria) com apenas 2 anos de Senado e Graham é conhecido como uma voz de peso em termos de política externa e um dos principais acólitos de John McCain, ou seja, nenhum dos dois parecia ter o perfil necessário para derrubar uma lei que a liderança do Senado, da Câmara dos Representantes e a Casa Branca tinham falhado tão miseravelmente a revogar a meio do Verão. Para além disso, um projeto com apoio bi-partid...

O Príncipe (Herdeiro)

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Visto que John Delaney decidiu começar a campanha para 2020 dois anos antes do que é suposto, vou começar uma longa e irregular série de artigos em que apresentou ao leitor possíveis candidatos à Casa Branca nas próximas presidenciais. Deverei apresentar bem mais candidatos Democratas do que Republicanos (pelo menos ao início, se Trump não acabar o mandato muda tudo) até porque, apesar de me identificar mais como o Partido Republicano, não consigo deixar de pensar que essa ligação esteja cada vez mais a ficar no passado, com a crescente radicalização do GOP. Estes perfis serão tendenciosos, tanto paleo-conservadores como Ben Sasse e Mike Pence como progressistas radicais como Bernie Sanders ou Elizabeth Warren terão à sua espera violentos ataques, tal como centristas como Kasich, Cuomo ou Hickenlooper terão avaliações muito simpática, mas ao meu centrismo já deverá o leitor estar mais que habituado. A ideia é conseguir, chegue o Verão de 2019, dizer que consegui avaliar o mais amplo...