França 2017: Contas baralhadas
Nas últimas semanas os partidos franceses tradicionais têm visto as suas hipóteses de chegar ao Eliseu dissiparem-se. Os Socialistas elegeram Benoît Hamon como seu porta-estandarte para Abril, preterindo o centrista ex-primeiro ministro Manuel Valls. Com uma mensagem que visa aumentar bastante os benefícios sociais concedidos pelo Estado, Hamon segue na linha de Jeremy Corbyn e Bernie Sanders, que tentam, sem sucesso, trazer de volta uma esquerda que foi morta e enterrada pelos resultados incrivelmente positivos que o liberalismo tem conseguido desde o fim da década de 70. A mensagem de que ao povo tudo é devido custe o que custar passou para a esquerda radical e, curiosamente, para a extrema-direita (que propõe um Estado Social racista). Ninguém dá muitas hipóteses a Hamon, mas a França é muito menos liberal que os EUA ou o Reino Unido, por isso é possível que mais perto de Abril muita gente tenha abraçado as ideias de Hamon, coisa que certamente não acontecerá nem com Corbyn nem...