Um Olho no Burro e outro no Elefante: O menor dos males

Poucas pessoas se sentirão com mais sorte que Hillary Clinton. Apesar da falta de carisma, dos escândalos e de um tortuoso mandato como Secretária de Estado da História dos Estados Unidos, a ex-Senadora de Nova Iorque tem caminho aberto para a Casa Branca. Dentro do Partido Democrata, o discurso radical de Bernie Sanders não dá ao eleitorado muitas opções, sendo que, mesmo assim, o "underdog" de Vermont está a dar mais luta do que se esperava, usando uma base de jovens inspirados pela vivacidade do septuagenário e de pessoas desiludidas com a política americana. O facto é que qualquer pessoa consegue dar luta a Hillary Clinton, incluindo um Senador completamente inexperiente do Illinois que lhe roubou a Presidência em 2008.
Para além de ser a única pessoa presidenciável dentro do seu Partido, é também (tirando Kasich, que está a ser empurrado para fora da corrida de forma incompreensível) a única pessoa a quem se consegue atestar sanidade mental entre os candidatos à Presidência. Ninguém confia muito em Hillary e, na teoria, seria muito difícil para qualquer democrata vencer estas eleições, mas contra Donald Trump ou Ted Cruz, a missão de vencer a Geral não se afigura complicada. A ex-Primeira-Dama deve suspirar de alívio pelo facto de ninguém de peso dentro do seu Partido (Al Gore, John Kerry, Joe Biden), ou do lado republicano (Kasich, Bush e Rubio ), estar pronto a desafiá-la. Teremos, assim, muito provavelmente, mais 4 anos de política externa Democrata, ou seja, continuaremos a ver os Estados Unidos a tentar ser amigos dos seus inimigos e a virar as costas aos seus aliados (Putin esfrega as mãos). A dúvida é: Será que mais 4 anos de Democratas radicalizarão ainda mais o Partido Republicano, levando à apresentação de candidatos impossíveis de eleger, ou será que o trauma de estar fora durante 12 anos fará renascer o verdadeiro GOP, um Partido moderado em termos sociais e liberal em termos económicos?
João Jonet
Não sabe que Hillary Clinton cuidou para que não surgissem candidaturas de peso em 2016, afastando Elizabeth Warren e outros que pudessem po-la em perigo real?
ResponderEliminarElizabeth Warren não é uma candidata perigosa para ninguém. A sua falta de mensagem e populismo chegam a ser ridículos. Gritar é fácil, governar é que é mais complicado. Esses políticos ativistas de New England agradam muito à esquerda europeia e sul-americana, mas propostas é zero. Quanto a outras candidaturas de peso, tínhamos:
EliminarAl Gore, se quisesse candidatava-se e criava problemas porque não depende dos Clintons hoje em dia em termos de imagem, mas não está para isso porque vive muito confortavelmente a sensibilizar, e bem, o Mundo para os problemas ambientais .
Joe Biden, que não se candidatou porque o seu filho morreu de cancro. No entanto nas sondagens esteve sempre muito atrás
John Kerry já não se sentia capaz de se meter noutra destas aventuras com a sua idade. O mesmo problema de Jerry Brown.
De resto só se o Michael Bloomberg tentasse a sua sorte.
Aconteceu o que acontece no Partido Democrata há anos, houve uma candidato mais liberal forte e uma mais moderada forte. Quanto maior a divisão mais se prejudica o Partido e cada uma das causas, como se viu com os Republicanos.
Volto a agradecer o comentário, o feedback é muito importante para mim.
Cumprimentos