Viva la Revolución!
A Revolução Bolivariana já teve melhores dias...
Surpreendentemente, o país mais miserável do mundo (em termos económicos, atenção) começa a ficar descontente com o facto de não haver dinheiro nem para iluminar as ruas e, portanto, protesta. Nicolás Maduro, o presidente socialista, herdeiro do legado Chavista, não está nada confortável, e não consegue esconder o seu apego ao poder.
Ao longo dos últimos meses, tem feito declarações como "Maduro é o povo e é revolução!", e sugere que ninguém o irá afastar da liderança da "Revolução Bolivariana". A presidência anda tremida, e mais ainda desde março, mês em que a oposição, que é maioritária no parlamento, lançou um processo com o objetivo de promover a realização de um referendo de revogação do mandato presidencial.
Estamos em maio, e já foram recolhidas cerca de 1,8 milhões de assinaturas que apoiam a realização do referendo. Mais, tem havido protestos ao governo cada vez mais intensos; Maduro não deve estar nada contente... De tal maneira que está constantemente a recorrer a "estados de emergência".
Em janeiro, Maduro declarou o estado de emergência económica, tendo sido até obrigado a mudar o fuso horário da Venezuela e a reduzir a semana de trabalho para apenas dois dias, de forma a conseguir pagar a conta da eletricidade. É poupadinho, este Presidente. Obviamente que Nicolás Maduro atribui a culpa a "ameaças externas". O governo socialista nunca é responsável pela miséria em que está mergulhado o povo venezuelano - a inflação a 720%, a carência de alimentos, a falta de material e assistência médica, os elevadíssimos índices de criminalidade... Malditos Estados Unidos. Maldito capitalismo.
Maduro também já ameaçou declarar "estado de emergência de comoção interior ou exterior" no caso de se verificar "conflito interior ou exterior". Por fim, o sucessor de Hugo Chávez já fez saber que não hesitará em proclamar "estado de emergência máximo" caso considere que se aproxima um Golpe de Estado. O Socialista até já convocou os exercícios militares para este sábado, de forma a evitar a todo o custo aquilo que considera ser "um Golpe de Estado".
Golpe ou não golpe, Maduro não lida bem com a oposição, não gosta da liberdade e está disposto a tudo para se manter no poder, mesmo que isso signifique destruir o país que diz defender incondicionalmente. Tal como Chávez, tal como Castro, e tal como tantos outros do "Socialismo revolucionário libertador" que chegaram ao poder ao longo da História. Ai, a revolução, a revolução...
S.G.
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